Camelódromo divide opiniões

Flávia Dutra Silva e Cristina Souza Silva preferem o novo local para trabalhar (Foto: Felipe Prestes/ Da Cidade)

Flávia Dutra Silva e Cristina Souza Silva preferem o novo local para trabalhar (Foto: Felipe Prestes/ Da Cidade)

Por Felipe Prestes

Pela manhã fui ao Centro Popular de Compras, conhecido como Camelódromo “Aéreo”, e questionei alguns comerciantes se preferiam trabalhar ali ou no antigo local. Pelo que pude apurar, a mudança tem agradado uns e desagradado outros. Notei que as opiniões variam de acordo com o produto vendido pelo trabalhador, e pela localização que a banca ficou no novo local.

Logo que subi a escada rolante, pela Av. Voluntários da Pátria, conversei com Cristina Souza Silva, que vendia de tudo um pouco, principalmente artigos esportivos. “Com certeza aqui”, respondeu ela, relatando a preferência pela atual situação. “Lá a gente tinha que montar lona, em dia de chuva era muito trabalhoso. Aqui o movimento é melhor também”, justifica. Sobre as taxas pagas, diz que não fazem diferença, porque já pagava aluguel de depósitos.

À medida em que fui adentrando o Camelódromo, os sentimentos foram mudando. “É uma lei feita pelos vereadores, não adianta eu me lamentar”, diz Antônio da Silva. “Mas agora queremos que eles cumpram a lei”, se queixa o vendedor sobre o fato de ainda haver ambulantes na rua. “Eles disseram que ia acabar e não acabou”.

O comerciante explica que em termos de faturamento teme pela perda. “Meu forte é boné, é um produto que vende mais com as pessoas passando na rua”. Antônio conta que no Centro Popular a concorrência aumentou, porque bancas que só abriam de noite, ou que funcionavam em locais distantes, agora estão todas aglomeradas. “Gente que só vendia camiseta, por exemplo, agora tá vendendo boné”, completa.

O vendedor ainda lamenta pagar aluguel mais caro. Agora a taxa é de cem reais por semana. “Nós pagávamos 150 por mês para o depósito, eu tenho todas as notas”, reclama.

Andando mais para o fundo da construção a situação era preocupante. “O antigo era melhor”, diz sem titubear Ana Paula. “Lá as pessoas passavam, aqui se elas encontram algo lá na frente, nem passam na nossa banca. Tá muito fraco o movimento”, explica. A comerciante ainda reclama das inúmeras taxas que paga. “Pagava só o depósito, agora tô pagando condomínio, aluguel construção”, reclama. “Tá saindo quase um barão (mil reais)”, completa Carlos, sócio de Ana Paula.

“O pessoal do fundo tem reclamado mesmo. Tá complicado pra eles”, concorda Jorge Conceição, que aparentava, entretanto, bastante otimismo. “Aqui tá mais organizado. Organização é tudo”, opina. “Vai dar tudo certo, vai dar tudo certo”, repetiu várias vezes. Perguntado se topava tirar uma foto, me saiu com essa: “Tá cheio de espião por aqui”.

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2 Respostas para “Camelódromo divide opiniões

  1. Opa! Quem serão os espiões???
    Parabéns pelo blog! Aguardemos novas reportagens.
    Abraço!

  2. Não sei quem são os espiões. Mas desconfio, uhsauhsadhuadsaasd

    Obrigado! E sinta-se em casa! Abraço

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