Palpite Infeliz

Por Felipe Prestes

 

Nas poucas matérias que já postei neste espaço, acabei por opinar bastante, às vezes até demais. Acredito que o jornalismo feito na internet – não aquele dos grandes portais – permita que se mescle em um mesmo texto a apuração de informações, o trabalho todo de reportagem, e uma visão mais pessoal, muitas vezes até intuitiva, do repórter.

 

Entretanto, postarei religiosamente nas sextas-feiras esta seção intitulada Palpite Infeliz, referência à canção de mesmo nome de Noel Rosa, aonde irei apenas tentar opinar. Soltarei meus palpites por aqui com certa insegurança. Isso por que relatar a visão pessoal sobre alguns assuntos é tarefa que acaba sendo feita muito através de sentimentos.

 

A complexidade de temas como política e sociedade faz com que sempre haja alguma informação que se desconhece, sempre haja ângulos sob os quais não tivemos condições de enxergar. Até mesmo no futebol, que podemos ver no campo, sempre vai haver aquele jogador que parece ruim e se acerta, aquele time que enche os olhos e é fogo de palha. Em uma reportagem, pelo menos as fontes avalizam, de certa forma, as conclusões do repórter.

 

Por isso é que é preciso, claro, cuidado ao emitir opiniões. Por outro lado, não se pode dar importância excessiva ao que está no texto opinativo. É necessário saber – e estar aberto a isso – que o primeiro comentário de um leitor pode fazer com que o autor mude de idéia. E é exatamente na oportunidade de colocar em pauta para discussão uma visão sobre um determinado assunto, um sentimento momentâneo, que reside o charme do texto opinativo.

 

Ainda mais em tempos de blog.     

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7 Respostas para “Palpite Infeliz

  1. Concordo integralmente, Prestes. Dou sempre grande valor a textos opinativos ou que tenham pitadas de opinião, pois além de exprimirem com clareza a visão de mundo de quem o escreve, incita muito mais as discussões. Ninguém é dono da verdade.

    Que venham os palpites então.

  2. Como diria Anonymus Gourmet: “Palpitaremos”.

  3. É necessário saber – e estar aberto a isso – que o primeiro comentário de um leitor pode fazer com que o autor mude de idéia. E é exatamente na oportunidade de colocar em pauta para discussão uma visão sobre um determinado assunto, um sentimento momentâneo, que reside o charme do texto opinativo.

    Muito interessante este trecho. Lamento que mais gente nao pense dessa maneira.

  4. Mazá, seja bem-vindo, André, e espero que tu não falte as próximas peladas.

  5. Também gostei bastante deste trecho. Resume bem o que penso e procuro fazer lá no Carta.

  6. pretendo voltar, louvo a iniciativa. e até invejaria.

    ah, na última frase do segundo parágrafo me parece q o “porque” é assim, junto

  7. Grande presença, Arbo. Volte sempre! Esse negócio de porquês sempre foi o meu fraco.

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